De que faz parte o mandamento do Sábado?
No Seu sermão mais conhecido, o que é que Cristo diz acerca da lei?
NOTA: “Ele [Cristo] cumpriu a lei moral ao obedecer, realçando o seu significado completo, mostrando a sua espiritualidade intensa e estabeleceu-a numa base mais segura do que nunca, como a lei eterna de justiça. Ele cumpriu a lei cerimonial, não apenas seguindo os seus requisitos, mas também entendendo o seu significado espiritual. Preencheu os requisitos sombrios dos símbolos, e, assim cumpridos, eles deixaram de existir, e já não é necessário que observemos a Páscoa ou sacrifiquemos cordeiros; temos a substância em Cristo.” The International Standard Bible Encyclopedia, vol. 3 pág. 1847.
Qual é o alcance da lei?
O que é que Deus disse acerca daqueles que violam um dos mais pequenos mandamentos de Deus e ensinam os outros a fazer o mesmo?
NOTA: Perante isto é evidente que os dez mandamentos são um elo de ligação entre os cristãos, e que Cristo não pensou em mudar nenhum deles, nem mesmo o da observância do Sábado. Mas, em vez disso, a maioria dos cristãos guarda o primeiro dia da semana. Muitos acreditam que Cristo mudou o Sábado. Mas, das Suas próprias palavras, vemos que Ele nunca teve essa intenção. A responsabilidade desta mudança deve ser apontada a outros.
O que é que Deus disse, através do profeta Daniel, que o poder da “ponta pequena” tentaria fazer?
O que disse o apóstolo Paulo que o “homem do pecado” faria?
NOTA: Uma forma eficaz de um poder se exaltar acima de Deus seria assumir que mudou a lei de Deus, e exigir obediência à sua própria lei em vez da de Deus.
Que poder declarou ter autoridade para mudar a lei de Deus?
NOTA: “O Papa tem tanta autoridade e poder que pode modificar, explicar ou interpretar as leis divinas… O Papa pode modificar a lei divina, pois o seu poder não é do homem, mas de Deus, e actua como vice-gerente de Deus na Terra.” Lucius Ferraris, Prompta Bibliotheca, “Papa”, art. 2.
Que parte da lei de Deus é que o papado mudou?
NOTA: “Eles [os Católicos] declaram a mudança do Sábado para o “dia do Senhor”, como sendo contrária ao decálogo; e não têm outro exemplo para essa mudança para além do que eles dizem. O poder da Igreja tem de ser muito grande porque ela dispensou um preceito do decálogo.” The Augsburg Confession (Luterano), parte 2, art. 7, in Philip Schaff, The Creeds of Christendom (Harper), vol. 3, pág. 64.
“Ela [a Igreja Católica Romana] alterou o quarto mandamento eliminando o Sábado da Palavra de Deus, e instituindo o Domingo como dia santo.” N. Summerbell, History of the Christian Church (1873), pág. 415.
O papado reconhece a alteração do Sábado?
NOTA: O Catechismus Romanus foi ordenado pelo Concílio de Trento e publicado pela Imprensa do Vaticano, por ordem de Pio V, em 1566. Este catecismo para padres diz: “A Igreja de Deus achou por bem que a celebração religiosa do dia de Sábado fosse transferida para o dia «do Senhor».” – Catecismo do Concílio de Trento, (tradução de Donovan, 1867), parte 3, capítulo 4, pág. 345. A tradução de McHugh e Callan (1937), pág. 402, diz mais ou menos a mesma coisa, mas por outras palavras.
“Pergunta: Como é que prova que a Igreja tem poder para ordenar festas e dias santos?
Resposta: Através do próprio acto de mudar o Sábado para o Domingo, que os protestantes aceitam; e, portanto, contradizem-se claramente ao guardar o Domingo e não observando a maioria das outras festas ordenadas pela Igreja.” Henry Tuberville, An Abridgment of the Christian Doctrine [Resumo da Doutrina Cristã] (aprovado em 1833), pág. 58. (A mesma declaração no Manual of Christian Doctrine [Manual da Doutrina Cristã], de Daniel Ferris [1916], pág. 67.)
“Pergunta: Qual é o sétimo dia?
Resposta: O Sábado é o sétimo dia.
Pergunta: Porque é que observamos o Domingo em vez do Sábado?
Resposta: Observamos o Domingo em vez do Sábado porque a Igreja Católica transferiu a solenidade do Sábado para o Domingo.” Peter Geiermann, The Convert’s Catechism of Catholic Doctrine (1946), pág. 50. Geiermann recebeu a “bênção apostólica” do Papa Pio X pelos seus trabalhos, a 25 de Janeiro de 1910.
As autoridades católicas reconhecem que não há na Bíblia nenhuma ordem para santificar o Domingo?
NOTA: “Podeis ler a Bíblia desde o Génesis até Apocalipse e nunca encontrareis uma única linha que autorize a santificação do Domingo. As Escrituras instituem a observância do Sábado, um dia que nós nunca santificámos.” Cardeal James Gibbons, The Faith of Our Fathers (1917), pp. 72, 73.
“Em nenhum sítio da Bíblia está escrito que a adoração deve ser mudada do Sábado para o Domingo. O facto é que a Igreja já existia há muitos séculos antes da Bíblia ser dada ao mundo. A Igreja fez a Bíblia, a Bíblia não fez a Igreja.
Agora a Igreja … instituiu, através da autoridade de deus, o Domingo como dia de adoração. Esta mesma Igreja, através da autoridade divina, ensinou a doutrina do purgatório muito tempo antes da Bíblia ser escrita. Portanto, temos a mesma autoridade em relação ao purgatório como temos para o Domingo.” Martin J. Scott, Things Catholics Are Asked About (1927), pág. 136.
Os escritores protestantes reconhecem o mesmo?
NOTA: “O dia do Senhor foi meramente de instituição eclesiástica. Não foi introduzido em virtude do quarto mandamento.” Jeremy Taylor (Igreja de Inglaterra), Ductor Dubitantium, parte 1, livro 2, capítulo 2, regra 6, secções 51, 59 (1850), vol. 9, pp. 458, 464. “O dia do Senhor [Domingo] não é santificado por nenhum mandamento específico nem por nenhuma dedução inevitável. Em todo o Novo Testamento não há nenhuma pista ou sugestão de uma obrigação legal que force qualquer homem, santo ou pecador, a observar o Dia. A sua santidade advém apenas daquilo que significa ser um verdadeiro crente.” J.J. Taylor (Baptista), The Sabbatic Question, pág. 72.
“Como era necessário indicar um dia específico em que as pessoas soubessem que deveriam adorar em conjunto, parece que a Igreja [cristã] estabeleceu, com esse objectivo, o dia do Senhor.” “Augsburg Confession”, parte 2, in: Philip Schaff, The Creeds of Christendom (Harper), vol. 3, pág. 69.
“E onde nos é dito nas Escrituras que temos de guardar o primeiro dia? É-nos dito para guardarmos o sétimo; mas em nenhum lado nos é dito para guardarmos o primeiro dia…As razões por que guardamos o primeiro dia da semana em vez do sétimo têm a ver com a mesma razão por que observamos muitas outras coisas, que não estão na Bíblia, mas porque a Igreja as instituiu.” Isaac Williams (Anglicano), Plain Sermons on the Catechism, vol. 1, pág. 334, 336.
Como é que foi feita esta alteração da observância dos dias?
NOTA: “A Igreja cristã não realizou uma transferência formal, mas sim gradual e quase inconsciente, de um dia para o outro.” F. W. Farrar, The Voice From Sinai, pág. 167. Isto é prova de que não há qualquer ordem divina que tenha influenciado a alteração do Sábado.
Durante quanto tempo foi o sétimo dia, o Sábado, observado pela Igreja cristã?
NOTA: Morer, um clérigo da Igreja de Inglaterra, diz: “Os primeiros cristãos tinham uma grande veneração pelo Sábado, e passavam o dia em devoção e sermões. E não há dúvida de que as suas práticas derivavam dos próprios apóstolos.” – A Discourse in Six Decalogues on the Name, Notion, and Observation of the Lord’s Day, pág. 189.
“Vários relatos demonstram que, em alguns lugares, o descanso do Sábado só foi totalmente abolido depois de alguns séculos, e nessa altura a prática de observar o Domingo tomou o seu lugar.” Vincent J. Kelly, Forbidden Sunday and Feast-Day Occupations, pág. 15.
Lyman Coleman diz: “Até ao quinto século a observância do Sábado judeu continuou na Igreja cristã, mas com um rigor e solenidade que diminuía gradualmente, até que acabou por completo.” Ancient Christianity Exemplified, cap. 26, sec. 2.
Sócrates, o historiador da Igreja, no século quinto disse: Quase todas as Igrejas no mundo celebram os sagrados mistérios no Sábado de cada semana, no entanto, os cristãos de Alexandria e em Roma, por causa de algumas tradições antigas, deixaram de o fazer.” Ecclesiastical History, Livro 5, capítulo 22, in: A Select Library of Nicene and Post-Nicene Fathers, 2 série, vol. 2, pág. 32.
Sozomeno, outro historiador do mesmo período, escreveu: “As pessoas de Constantinopla, e quase por todo o lado, reúnem-se ao Sábado, assim como no primeiro dia da semana, este costume nunca é observado em Roma ou em Alexandria.” Ecclesiastical History, livro 7, capítulo 9, vol. 2.
Tudo isto seria inconcebível se tivesse havido uma ordem divina para a alteração do Sábado. As duas últimas citações também demonstram que Roma liderou a apostasia e a mudança do Sábado.
Qual é a origem da observância do Domingo?
NOTA: “A oposição ao judaísmo introduziu o festival do Domingo muito cedo, na realidade, no lugar do Sábado…o festival do Domingo, tal como outros festivais, era apenas uma imposição humana, e estava longe das intenções dos apóstolos estabelecer uma ordem divina sobre isso; longe deles, e da Igreja apostólica primitiva, transferir as leis do Sábado para o Domingo. Talvez tenha começado a surgir uma falsa aplicação deste tipo no fim do segundo século; aparentemente naquela altura o homem começou a achar que trabalhar ao Domingo era pecado.” Augustus Neander, The History of the Christian Religion and Church, pág. 186.
Quem é que instituiu a guarda do Domingo através de uma lei?
NOTA: “O primeiro reconhecimento da observância do Domingo como um dever legal é uma constituição de Constantino em 321 d.C., decretando que todos os tribunais de justiça, habitantes das cidades e oficinas tinham de descansar ao Domingo (venerabill die solis), com a excepção daqueles que trabalhavam na agricultura.” Encyclopedia Britannica, 11ª edição, artigo “Sunday.”
“No venerável dia do sol os magistrados e as pessoas que vivem nas cidades devem descansar, e todas as oficinas devem fechar. No entanto, no campo, as pessoas que trabalham na agricultura podem livre e legalmente continuar o seu trabalho; porque muitas vezes parece não haver outro dia melhor para semear ou para plantar a vinha; se se negligenciar o momento certo para esses trabalhos as bênçãos do Céu perdem-se. (Dada a 7 de Março, Crispus e Constantino como cônsules pela segunda vez.)” Codex Justinianus, Lib. 3, tit. 12, 3; traduzido em History of the Christian Church, por Phipip Schaff (Scribners, 1902) vol. 3, pág. 380.
Este édito, proclamado por Constantino, que primeiro se pôs no caminho da união da Igreja com o Estado no império romano, de certa forma colmatou a falta de uma ordem divina para a observância do Domingo. Foi um passo importante para levar à mudança do Sábado.
Que testemunho dá Eusébio acerca deste assunto?
NOTA: A mudança do Sábado foi o resultado dos esforços combinados da Igreja e do Estado, e levou séculos a ser alcançada. Eusébio de Cesareia (270-338) era um destacado bispo da Igreja, biógrafo e admirador de Constantino, e o suposto pai da história eclesiástica.
Que concílio da Igreja decretou a proibição da guarda do Sábado e instituiu a observância do Domingo?
NOTA: O Cânone 29 diz: “Os cristãos não devem judaizar e descansar no sábado [sabbato, o Sábado], mas trabalhar nesse dia; devem preferir o Dia do Senhor e não fazer nenhum trabalho, se for possível, como cristãos. Se eles, portanto, forem achados judaizando, que sejam excluídos [anathema] por Cristo.“ Charles Joseph Hefele, A History of the Councils of the Church, vol. 2, (1896 edição em inglês), pág. 316.
O que se determinou no concílio de Laodiceia foi apenas um dos passos que levou à mudança do Sábado. Foi encarado como o primeiro concílio que proibiu a observância do Sábado, e decretou o descanso no Domingo tanto quanto fosse possível, mas não foi tão estrito como os decretos posteriores.
Diferentes escritores apontam várias datas para o concílio de Laodiceia. A data exacta é desconhecida, mas pode ser apontada “mais ou menos entre os anos 343 e 381.” (Idem, pág. 298.)
O que é que os Católicos dizem acerca dos Protestantes que guardam o Domingo?
NOTA: “Durante séculos todas as nações cristãs deram atenção à Igreja Católica, e, tal como vimos, os vários estados decretaram as suas ordens tais como a adoração e a cessação do trabalho ao Domingo. O Protestantismo, ao recusar a autoridade da Igreja, não tem nenhuma razão para a sua teoria do Domingo, e deveria logicamente guardar o Sábado.”
“O estado, ao promulgar leis para a santificação do Domingo, está involuntariamente a reconhecer a autoridade da Igreja Católica e a cumprir, de certa forma, as suas prescrições.”
“O Domingo, como um dia da semana separado para a adoração pública e obrigatória de Deus, sendo santificado com a suspensão do trabalho, do comércio e actividades mundanas, e com o exercício da devoção, é uma criação pura da Igreja Católica.” – The American Catholic Quarterly Review, Janeiro, 1883, pág. 152, 139.
O que determina o tipo de servos que somos?
Quando foi pedido a Cristo que se inclinasse perante Satanás como é que Ele respondeu?
Que forma de adoração diz o Salvador que não está de acordo com os mandamentos de Deus?
Que apelo fez Elias aos Israelitas apóstatas?
NOTA: Em tempos de ignorância, Deus faz de conta que não vê aquilo que seria pecado; mas quando há luz, Ele ordena que todos se arrependam. (Actos 17:30.) O período durante o qual os santos, os tempos e a lei de Deus estariam nas mãos do papado acabou (Daniel 7:25); a verdadeira luz do Sábado está agora a brilhar; e Deus está a enviar uma mensagem ao mundo, chamando os homens a temê-l’O e a adorá-l’O, para que voltem à observância do Seu dia santo de descanso, o Sábado do sétimo dia. (Apocalipse 14:6-12.)